Artigo Científico

02/11/2020

A Terapia Cognitiva Comportamental: um olhar sobre sujeitos que ofendem sexualmente crianças do mesmo contexto familiar

O principal objetivo do Artigo, foi publicar um estudo conduzido na época da minha especialização em #terapiacognitivacomportamental (2018), que considero importante ser divulgado aos profissionais da #saúde, frente aos #direitoshumanos e #direitossexuais.
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Aponto, o que leva a pessoa ofender sexualmente crianças e púberes do mesmo contexto e as formas diretivas para o tratamentos destes, pois todos precisam de ajuda. E sugiro que estudos sobre esse assunto sejam impulsionados, visto a carência de trabalhos científicos publicados no Brasil direcionados ao ofensor. Tomo por base que se objetivamos mudanças e melhorias sociais, precisamos entender e trabalhar no tratamento de todos com olhar restaurativo, até na clínica se quisermos ajudar os seres humanos que nos procuram por tratamento.
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No artigo as motivações foram constante em três fatores: distorções cognitivas a respeito de si e da #vítima, uma forma de manifestação dos #desejossexuais e um comportamento impulsivo frente a situações de forte #estresse psíquico. Destaco que o estudo dessas motivações não são justificativas para abrandar o comportamento ofensivo, mas um norte para o tratamento destes sujeitos. É entender que os sujeitos possuem inúmeras crenças disfuncionais, que estão relacionadas com seus aprendizados e percepções introjetadas ao longo da vida, a respeito de si, do mundo/meio e das pessoas a sua volta, levando a agir assim. Já que foi observado a relação dessas cognições e comportamentos com possíveis causas biológicas, ambientais e temperamentais, e relação com transtornos psiquiátricos.
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No Brasil não há políticas públicas específicas no #tratamento do #ofensor, além da punição, algumas entidades prisionais e organizações têm dedicado atenção a reinserção e tratamento destes mas escasso. Ressalto que o ofensor seja visto como uma pessoa com direitos a serem resguardados e que merece tratamento multidisciplinar. A intervenção não deve ser estritamente punitiva, mas também objetivar a prevenção de recorrência, sendo a terapia cognitiva comportamental referência ao tratamento do ofensor. 

Link acesso: https://www.rbsh.org.br/revista_sbrash/article/view/304/320

DOI: https://doi.org/10.35919/rbsh.v31i1.304

Revista Brasileira de Sexualidade Humana. RBSH 2020, 31(1); 50-59

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